sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Quites ( Da série "Poesia numa hora destas ?!")

“Reconheço”, disse o homem, “fui um poluidor Implacável.
Matei todo tipo de bicho, criei todo tipo de lixo,
 transformei bom oxigênio em ar irrespirável.”
E suspirou, contrito, envenenando mais um litro.
“Nem sei quanto spray usei, mas aposto meu
patrimônio: há um buraco com meu nome na tal
camada de ozônio.”
“Florestas foram arrasadas para me dar calor e notícia.
Sem falar nos troncos de lei em que canivetei
que amava uma tal de Letícia.”
“Fui um flagelo sem dó, uma horda de hunos de um só.”
“Transformei rios em cloacas e cloacas em
rios de sujeira, em transbordante nojeira.
`Abaixo o ecossitema´ foi, eu quase diria, meu lema.”
“Fui um Átila irreciclável, um biodesagradável.”
“Agredi a natureza. Destruí a sua beleza.”
“Mas, em compensação, em matéria de devastação,
de agressão e desatino...
” (mostrando suas próprias rugas, sua calvície, sua velhice):
“... vejam o que Ela fez com este menino.”


                                         VERISSIMO, L. F. Jornal Zero Hora, 26/08/1990.

sábado, 16 de janeiro de 2016

O que ensinar em Arte


             O ensino da área se consolida nas escolas sobre o tripé: 
                             Apreciação, Produção e Reflexão.


Alguns anos mais tarde, novos concepções foram sendo construídas, abrindo espaço para a consolidação da perspectiva sociointeracionista, a mais indicada pelos especialistas hoje por permitir que crianças e jovens não apenas conheçam as manifestações culturais da humanidade e da sociedade em que estão inseridas, mas também soltem a imaginação e desenvolvam a criatividade, utilizando todos os equipamentos e ferramentas à sua disposição.
Na década de 1990, duas importantes inovações pavimentaram o caminho para o modelo atual: na Espanha, Fernando Hernández defendeu o estudo da chamada cultura visual (muito além das artes visuais clássicas, era necessário, segundo ele, trabalhar com videoclipes, internet, histórias em quadrinhos, objetos populares e da cultura de massa, rótulos e outdoors nas salas de aula).

No Brasil, Ana Mae Barbosa formulou a metodologia da proposta triangular (inspirada em ideias norte-americanas e inglesas, recuperou conteúdos e objetivos que tinham sido abandonados pela escola espontaneísta). Ela mostrou que o professor deveria usar o seguinte tripé em classe: o fazer artístico, a história da arte e a leitura de obras
Esse tripé original é considerado uma "matriz" dos eixos de aprendizagem que dominam o ensino atualmente: a produção, a apreciação artística e a reflexão. O "novo" tripé ajuda a desmanchar alguns dos mitos que rondam as salas de Arte nas escolas brasileiras, como a confusão entre a necessidade de ter muito material e estrutura para obter uma resposta "de qualidade" dos alunos (leia mais no quadro abaixo).
Na perspectiva sociointeracionista, o fazer artístico (produção) permite que o aluno exercite e explore diversas formas de expressão. A análise das produções (apreciação) é o caminho para estabelecer ligações com o que já sabe e o pensar sobre a história daquele objeto de estudo (reflexão) é a forma de compreender os períodos e modelos produtivos.

Fonte:
Beatriz Santomauro  (novaescola@fvc.org.br)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Stop Motion Elis Inácio

Bambus

Bambu, madeira do futuro

Belo, leve e renovável, ele tem tudo para se firmar como alternativa à madeira e contribuir para uma arquitetura mais sustentável.


Há milênios, esse material dá forma a casas tradicionais em países como o Japão e a China. Nos últimos anos, pesquisas na construção civil avalizaram sua resistência e durabilidade. Arquitetos do mundo todo redescobriram o bambu e passaram a usá-lo em modernas obras públicas. A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção para torná-la mais sustentável do ponto de vista ambiental atrai olhares para a exploração de novas alternativas. E o caso do bambu, visto como a promessa para este século. Pesquisador desse recurso há cerca de 30 anos, o professor Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, não tem duvidas sobre seu potencial. "Estudei 14 espécies e três delas, em especial, tem mais de 10 cm de diâmetro e são excelentes para a construção", diz ele, referindo-se ao guadua (Guadua angustifolia), ao bambu-gigante (Dendrocalamus giganteus) e ao bambu-mossô(Phyllostachys pubescens). Todos são encontrados no Brasil, onde existem grandes florestas inexploradas de várias espécies. No Acre, por exemplo, os bambuzais cobrem 38% do estado. De crescimento rápido (em três anos, esta pronta para o corte), essa gramínea gigante chama a atenção, a principio, pela beleza. Mas sua resistência também surpreende: de frágil, ela não tem nada. "Sua compressão, sua flexão e sua tração já foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório", afirma Marco Antônio Pereira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Unesp, em Bauru, que mora ha dez anos numa casa de bambu. O arquiteto Edoardo Aranha, pesquisador da Unicamp, faz coro: "Se tratado adequadamente, ele apresenta durabilidade superior a 25 anos, equivalente a do eucalipto, por exemplo", afirma. Ele se refere aos tratamentos químicos para remover pragas como brocas e carunchos (cupins não se interessam pelo bambu). Além do autoclave, outro procedimento comum chama-se boucherie, em que a seiva e substituída por um composto formado de cloro, bromo e boro. Submergir as varas em água durante 20 dias também produz bons resultados, segundo o pesquisador. PROJETOS PELO MUNDO
Fora do Brasil, alguns arquitetos tem apostado no bambu em projetos públicos de traços marcantes, que conciliam natureza e tecnologia num contraste agradável ao olhar. Em Leipzig, na Alemanha, a fachada do novo estacionamento do zoológico municipal foi construída com varas de bambu presas em cintas de aço. Perto de Madri, na Espanha, o Aeroporto Internacional de Barajas surpreende os usuários com seu enorme forro, que torna leve o visual da estrutura de concreto e aço. Em locais como esse, de uso intenso, a opção pelo material e resultado da confiança na sua durabilidade e resistência, já que manutenções frequentes não seriam bem-vindas. Graças a tratamentos químicos, o amido é retirado, inibindo pragas que poderiam comprometer as varas. Em áreas externas, os produtores recomendam aplicar verniz naval para proteger do calor, do frio e da chuva. 


Por Araci Queiroz, Giuliana Capello e Marianne Wenzel –

Site: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_234776.shtml

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

                         Montagem da Exposição Ano 2015
                                  Galeria Mauro Azeredo 




























domingo, 13 de dezembro de 2015

                       Notícias sobre o Meio Ambiente



       O Acordo de Paris, resultado da COP21, foi publicado neste sábado. O diretor executivo do Greenpeace Internacional escreveu sobre o que isso pode representar


                Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, fala durante a COP21
Comentando sobre a publicação do Acordo de Paris, resultado da Conferência do Clima das Nações Unidas em Paris, o diretor executivo do Greenpeace Internacional Kumi Naidoo disse:
"Às vezes parece que os países da Organização das Nações Unidas pode se reunir para fazer nada. Só que hoje, quase duzentos países chegaram a um acordo. Hoje, a humanidade juntou-se em uma causa comum. O que acontecerá após esta conferência, no entanto, é o que realmente importa. O Acordo de Paris é apenas um passo em uma estrada longa. E há partes dela que me frustram e decepcionam, mas é um progresso.
"O acordo estabelece o objetivo de limitar o aumento da temperatura do planeta em 1,5 oC, mas as metas de emissões colocadas na COP21 nos levarão para perto de 3 oC. Isso é um problema crítico – e tem uma solução: A energia renovável já está ganhando espaço em todo o mundo, e agora o seu momento de verdade vai chegar. Essa foi a única tecnologia mencionado no Acordo de Paris. Estamos em meio a uma corrida entre a implantação de energias renováveis e aumento das temperaturas. O Acordo pode dar um impulso vital às renováveis.

"Este não é um momento para o triunfalismo, já que algumas vidas já foram perdidas em consequência dos impactos climáticos, e há vidas em risco conforme as temperaturas da Terra sobem. Este é um momento de ação urgente. O relógio do clima está correndo e a janela de oportunidade está se fechando rapidamente.
“Agora, os governos precisam rever suas metas de curto prazo para estar em dia com os novos objetivos. E precisam rever suas políticas de energia para acelerar as fontes renováveis. Eles devem parar de financiar os combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento até 2020.


Fonte: Greenpeace Brasil

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Carta da TERRA

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

Fonte: