quinta-feira, 3 de maio de 2018



Traços, Tramas e Troncos:
Um olhar mais sensível para natureza


E nesse momento em que vivemos uma crise de valores, Elis nos convida a uma reflexão em sua exposição “Traços, Tramas & Troncos”, onde podemos associar sua ideia ao que encontramos no ambiente natural, podemos citar o padrão ramificado citado pela permacultura – em que um sistema de padrões e características é observado em ecossistemas naturais. O padrão ramificado, de Traços e Troncos, está nas árvores, por exemplo, é aquele que se inicia nas raízes, penetra o tronco e se estende até os galhos.

Ou, assim como nos rios que, sinuosos e ramificados, traçam sua rota em constantes renovações de suas águas e os traços que riscam, hidratam e nutrem as margens, refazendo sempre um novo caminho.

Quando associados  ao corpo humano, os traços ramificados seriam as veias e nas folhas os Traços representam os sistemas circulatórios que levam oxigênio e nutrientes. Se a natureza se organiza em padrões que são replicados de várias formas, é o seu olhar atento que capta nesses padrões, esses traços, que aguçam a percepção e aumentam a originalidade em seu trabalho criativo. 

As tramas da natureza nos mostram uma imensidão de trançados e possibilidades, um “mantra de formas” que se repete em uma estrutura matemática. Deste modo, em uma continuidade natural, processando a natureza imaginária, as trançadeiras tramam sua malha, produzindo belíssimas cestarias.

Assim como Elis, as trançadeiras entrelaçam dedos e fios e os trançados surgem como mágica, perfeitamente dispostos, fio a fio, organizando-se em perfeita harmonia, em uma verdadeira irmandade de fibras.

Nos desenhos e pinturas da artista, mergulhamos nas cores fortes, nos verdes iluminados, nos anéis de troncos e na matemática dos bambus em toda a sua harmonia. São belíssimas imagens, que retratam a natureza com vigor, formas sinuosas, traços contínuos e cores que contrastam e se complementam. Provocam no expectador o desejo imediato de estar próximo à natureza e convida a, quem sabe, também retratá-la. 

Vamos então mergulhar por meio do olhar de Elis Inácio nessa aventura maravilhosa, onde temos a natureza como foco e o homem como parte da trama desta a Teia da Vida.
                Texto de Virginia Gandres (Escritora, arqueóloga e ambientalista)

terça-feira, 24 de abril de 2018

sexta-feira, 30 de março de 2018

                                       

                                                       Preparativos para próxima Exposição:

                Traços, Tramas  e Troncos: Um olhar mais sensível para Natureza




sábado, 17 de fevereiro de 2018

Carnaval, Diversão, Festas e falta de Conscientização.


      Os grandes eventos tem mostrado que boa parte da população ainda não se sensibilizou para questões fundamentais como o cuidado que deve ter com o seu lixo. Por mais que sejam mostradas as consequências das grandes produções e descaso do lixo pelas ruas, praias, parques, etc. Apesar dos avanços tecnológicos, do acesso as tecnologias e as facilidades que a modernidade pode oferecer se comparado aos séculos anteriores (séc XIX e XX) grande parte desta população que vive nas cidades e tem acesso às informações e meios para mudar seu comportamento, ainda assim não os fazem. A explicação mais lógica que consigo ter é simplesmente falta de conscientização, ainda não perceberam que cabe a cada um enquanto CIDADÃO cumprir com seus deveres já que vivemos em sociedade, coletividade. Enquanto parte da população não se sensibilizar para questões simples e possíveis de serem feitas essa sociedade não pode evolui. Precisamos assumir nossas obrigações, direitos e deveres e não mais esperar ou culpar o outro, pois cabe a cada um de nós colocarmos em prática ações para melhorar e cuidar do que é NOSSO.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Catadores de Arte: Uma visão consciente do lixo*

       Desde muito tempo tenho um grande amor pela natureza: sua beleza, equilíbrio e perfeição, Mas que me apavora e ver o quanto a natureza tem sido destruída, contaminada e desrespeitado. Quando resolvi fazer uma pós-graduação em Arte e Cultura na universidade Cãndido Mendes tive certeza do tema, deveria trabalhar arte de forma consciente e que o lixo pudesse de alguma forma ser apresentado. Assim surgiu o tema: Catadores de Arte uma visão consciente do lixo. Segue abaixo um parte da entrevista que realizei com o artista mineiro que reside no rio de janeiro a mais de 40 anos.
Getúlio Damado- artista de rua
O mineiro veio para Rio de Janeiro na década de 70 e desde pequeno construía seus próprios brinquedos. Com seu atelier em formato de bonde, instalado há 25 anos em Santa Teresa. Tornou-se uma referencia em arte com sucatas. Com exposições pelo Brasil e pelo mundo, considerado patrimônio vivo de Santa Teresa.
Em entrevista no seu bonde ateliê pude acompanhar a criação de alguns bonecos como “Ana Paula e Teresa”, muitos de seus bonecos tem nomes e histórias. Alguns são amigos, vizinhos, colegas e moradores do bairro. Em Abril de 2011, o artista foi surpreendido pela Secretária especial da ordem pública, que expediu um mandato pedindo a retirado do artista do local. Esta atitude mobilizou toda Santa Teresa, artistas e entidades em favor da permanência do bonde ateliê e seu artista. A variedade de materiais utilizados por Gétulio é muito grande, desde sucatas de telefones, pneus, madeiras, tampinhas de garrafas, embalagens plástica, tintas....

*Projeto de pós-graduação especialização em Arte e Cultura da Universidade Cândido Mendes.






     Foi uma oportunidade e uma satisfação saber que tantos artistas famosos ou desconhecidos pela maioria tem uma grande preocupação com o lixo e consegue de forma criativa dar utilidade para materiais que poderiam estar no lixo, mas não estão porque tem muita utilidade ainda! para saber mais visite o atelier do nosso artista.