sábado, 16 de janeiro de 2016

O que ensinar em Arte


             O ensino da área se consolida nas escolas sobre o tripé: 
                             Apreciação, Produção e Reflexão.


Alguns anos mais tarde, novos concepções foram sendo construídas, abrindo espaço para a consolidação da perspectiva sociointeracionista, a mais indicada pelos especialistas hoje por permitir que crianças e jovens não apenas conheçam as manifestações culturais da humanidade e da sociedade em que estão inseridas, mas também soltem a imaginação e desenvolvam a criatividade, utilizando todos os equipamentos e ferramentas à sua disposição.
Na década de 1990, duas importantes inovações pavimentaram o caminho para o modelo atual: na Espanha, Fernando Hernández defendeu o estudo da chamada cultura visual (muito além das artes visuais clássicas, era necessário, segundo ele, trabalhar com videoclipes, internet, histórias em quadrinhos, objetos populares e da cultura de massa, rótulos e outdoors nas salas de aula).

No Brasil, Ana Mae Barbosa formulou a metodologia da proposta triangular (inspirada em ideias norte-americanas e inglesas, recuperou conteúdos e objetivos que tinham sido abandonados pela escola espontaneísta). Ela mostrou que o professor deveria usar o seguinte tripé em classe: o fazer artístico, a história da arte e a leitura de obras
Esse tripé original é considerado uma "matriz" dos eixos de aprendizagem que dominam o ensino atualmente: a produção, a apreciação artística e a reflexão. O "novo" tripé ajuda a desmanchar alguns dos mitos que rondam as salas de Arte nas escolas brasileiras, como a confusão entre a necessidade de ter muito material e estrutura para obter uma resposta "de qualidade" dos alunos (leia mais no quadro abaixo).
Na perspectiva sociointeracionista, o fazer artístico (produção) permite que o aluno exercite e explore diversas formas de expressão. A análise das produções (apreciação) é o caminho para estabelecer ligações com o que já sabe e o pensar sobre a história daquele objeto de estudo (reflexão) é a forma de compreender os períodos e modelos produtivos.

Fonte:
Beatriz Santomauro  (novaescola@fvc.org.br)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Stop Motion Elis Inácio

Bambus

Bambu, madeira do futuro

Belo, leve e renovável, ele tem tudo para se firmar como alternativa à madeira e contribuir para uma arquitetura mais sustentável.


Há milênios, esse material dá forma a casas tradicionais em países como o Japão e a China. Nos últimos anos, pesquisas na construção civil avalizaram sua resistência e durabilidade. Arquitetos do mundo todo redescobriram o bambu e passaram a usá-lo em modernas obras públicas. A necessidade de repensar o consumo de materiais na construção para torná-la mais sustentável do ponto de vista ambiental atrai olhares para a exploração de novas alternativas. E o caso do bambu, visto como a promessa para este século. Pesquisador desse recurso há cerca de 30 anos, o professor Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, não tem duvidas sobre seu potencial. "Estudei 14 espécies e três delas, em especial, tem mais de 10 cm de diâmetro e são excelentes para a construção", diz ele, referindo-se ao guadua (Guadua angustifolia), ao bambu-gigante (Dendrocalamus giganteus) e ao bambu-mossô(Phyllostachys pubescens). Todos são encontrados no Brasil, onde existem grandes florestas inexploradas de várias espécies. No Acre, por exemplo, os bambuzais cobrem 38% do estado. De crescimento rápido (em três anos, esta pronta para o corte), essa gramínea gigante chama a atenção, a principio, pela beleza. Mas sua resistência também surpreende: de frágil, ela não tem nada. "Sua compressão, sua flexão e sua tração já foram amplamente testadas e aprovadas em laboratório", afirma Marco Antônio Pereira, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Unesp, em Bauru, que mora ha dez anos numa casa de bambu. O arquiteto Edoardo Aranha, pesquisador da Unicamp, faz coro: "Se tratado adequadamente, ele apresenta durabilidade superior a 25 anos, equivalente a do eucalipto, por exemplo", afirma. Ele se refere aos tratamentos químicos para remover pragas como brocas e carunchos (cupins não se interessam pelo bambu). Além do autoclave, outro procedimento comum chama-se boucherie, em que a seiva e substituída por um composto formado de cloro, bromo e boro. Submergir as varas em água durante 20 dias também produz bons resultados, segundo o pesquisador. PROJETOS PELO MUNDO
Fora do Brasil, alguns arquitetos tem apostado no bambu em projetos públicos de traços marcantes, que conciliam natureza e tecnologia num contraste agradável ao olhar. Em Leipzig, na Alemanha, a fachada do novo estacionamento do zoológico municipal foi construída com varas de bambu presas em cintas de aço. Perto de Madri, na Espanha, o Aeroporto Internacional de Barajas surpreende os usuários com seu enorme forro, que torna leve o visual da estrutura de concreto e aço. Em locais como esse, de uso intenso, a opção pelo material e resultado da confiança na sua durabilidade e resistência, já que manutenções frequentes não seriam bem-vindas. Graças a tratamentos químicos, o amido é retirado, inibindo pragas que poderiam comprometer as varas. Em áreas externas, os produtores recomendam aplicar verniz naval para proteger do calor, do frio e da chuva. 


Por Araci Queiroz, Giuliana Capello e Marianne Wenzel –

Site: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_234776.shtml

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

                         Montagem da Exposição Ano 2015
                                  Galeria Mauro Azeredo 




























domingo, 13 de dezembro de 2015

                       Notícias sobre o Meio Ambiente



       O Acordo de Paris, resultado da COP21, foi publicado neste sábado. O diretor executivo do Greenpeace Internacional escreveu sobre o que isso pode representar


                Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace Internacional, fala durante a COP21
Comentando sobre a publicação do Acordo de Paris, resultado da Conferência do Clima das Nações Unidas em Paris, o diretor executivo do Greenpeace Internacional Kumi Naidoo disse:
"Às vezes parece que os países da Organização das Nações Unidas pode se reunir para fazer nada. Só que hoje, quase duzentos países chegaram a um acordo. Hoje, a humanidade juntou-se em uma causa comum. O que acontecerá após esta conferência, no entanto, é o que realmente importa. O Acordo de Paris é apenas um passo em uma estrada longa. E há partes dela que me frustram e decepcionam, mas é um progresso.
"O acordo estabelece o objetivo de limitar o aumento da temperatura do planeta em 1,5 oC, mas as metas de emissões colocadas na COP21 nos levarão para perto de 3 oC. Isso é um problema crítico – e tem uma solução: A energia renovável já está ganhando espaço em todo o mundo, e agora o seu momento de verdade vai chegar. Essa foi a única tecnologia mencionado no Acordo de Paris. Estamos em meio a uma corrida entre a implantação de energias renováveis e aumento das temperaturas. O Acordo pode dar um impulso vital às renováveis.

"Este não é um momento para o triunfalismo, já que algumas vidas já foram perdidas em consequência dos impactos climáticos, e há vidas em risco conforme as temperaturas da Terra sobem. Este é um momento de ação urgente. O relógio do clima está correndo e a janela de oportunidade está se fechando rapidamente.
“Agora, os governos precisam rever suas metas de curto prazo para estar em dia com os novos objetivos. E precisam rever suas políticas de energia para acelerar as fontes renováveis. Eles devem parar de financiar os combustíveis fósseis e acabar com o desmatamento até 2020.


Fonte: Greenpeace Brasil

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

A Carta da TERRA

Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro reserva, ao mesmo tempo, grande perigo e grande esperança. Para seguir adiante, devemos reconhecer que, no meio de uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos nos juntar para gerar uma sociedade sustentável global fundada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade de vida e com as futuras gerações.

Fonte:

domingo, 25 de outubro de 2015


Arte e Meio Ambiente

A proposta de alguns trabalhos:

Japurá- Se refere a um rio que pude navegar durante uma viagem feita pelo interior do Estado do Amazonas, onde registrei um pouco da beleza fascinante do lugar. A ideia é contrapor a cidade (do Futuro) com os excessos de concretos, desordem e poluição e a floresta com seu equilíbrio, harmonia e silêncio. Para qual futuro estamos caminhando?

Cidade do futuro I, II e III- São telas que trazem um contraste entre o crescimento desordenado das cidades e a natureza. A cada avanço das cidades temos uma perda significativa das florestas, aumentando o desmatamento, a poluição das águas e redução significativa dos recursos naturais.

Construção I e II- são telas no tamanho 60x50 cm, mostra o crescimento desordenado das cidades, os prédios chegando ao céu e a ausência das arvores.


Derramamento- Esta tela medindo 70x90 cm tem como objetivo falar do ato de derramar as árvores, desramar ou cortar.